Autor: psicolilianroque

  • Como funciona a psicoterapia psicanalítica na prática?

    Como funciona a psicoterapia psicanalítica na prática?

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    Psicoterapia • Como funciona

    Como funciona a psicoterapia psicanalítica na prática?

    Homem em sessão de psicoterapia conversando sobre suas dificuldades

    Quando alguém ouve a palavra “psicanálise”, ainda é comum imaginar uma cena bastante específica: um divã, longos silêncios e um terapeuta distante que quase não participa da conversa.

    Mas a experiência de uma psicoterapia psicanalítica contemporânea pode ser bastante diferente dessa imagem.

    A psicanálise não precisa acontecer a partir de uma relação fria ou impessoal.

    Ela pode ser um encontro vivo entre duas pessoas, construído com presença, escuta e profundidade.

    Afinal, o que acontece durante uma sessão?

    Não existe um roteiro fixo.

    Você não precisa preparar um assunto, organizar seus pensamentos ou chegar sabendo exatamente o que pretende falar.

    Uma sessão pode começar com algo que aconteceu durante a semana, uma relação que está provocando sofrimento, uma lembrança, uma decisão difícil ou simplesmente uma sensação que ainda não conseguiu ganhar nome.

    A partir daí, o trabalho acontece por meio da conversa e da escuta.

    Ao longo do processo, determinadas relações entre experiências, sentimentos e formas de reagir podem começar a aparecer com mais clareza.

    É preciso falar sobre a infância?

    Não necessariamente em todas as sessões.

    A psicoterapia psicanalítica considera que nossa história participa da maneira como vivemos o presente.

    Por isso, experiências da infância e de outras etapas da vida podem aparecer quando forem relevantes para compreender aquilo que está acontecendo hoje.

    O objetivo, no entanto, não é permanecer indefinidamente no passado.

    Olhar para a própria história pode ajudar a compreender por que certas situações provocam reações tão intensas, por que algumas relações parecem repetir dinâmicas antigas ou por que determinadas mudanças são tão difíceis de sustentar.

    A psicóloga só escuta?

    Na forma de trabalho de Lilian Roque, não.

    A escuta é central, mas a relação terapêutica é entendida como um espaço de diálogo e construção conjunta.

    Isso significa que a psicóloga pode fazer perguntas, compartilhar percepções e ajudar a observar aspectos da experiência que talvez ainda não estejam claros.

    Não se trata de dizer quem você é ou explicar sua vida por meio de uma teoria.

    A proposta é pensar junto.

    Vou receber conselhos sobre o que fazer?

    A psicoterapia não funciona como um manual de decisões.

    Em situações difíceis, seria tentador receber uma resposta clara:

    • “termine esse relacionamento.”
    • “mude de emprego.”
    • “perdoe.”
    • “se afaste.”
    • “faça isso.”

    Mas uma resposta dada de fora nem sempre ajuda uma pessoa a compreender o que realmente deseja ou por que determinada escolha parece tão difícil.

    O trabalho terapêutico busca ampliar essa compreensão.

    A decisão continua sendo sua.

    O processo pode ajudá-lo a perceber com mais clareza aquilo que está envolvido nela.

    Quanto tempo leva para a terapia funcionar?

    Não existe um prazo universal.

    Pessoas diferentes chegam à psicoterapia com histórias, necessidades e objetivos diferentes.

    Algumas questões começam a ganhar clareza relativamente cedo. Outras exigem mais tempo de elaboração.

    Na psicanálise, não há uma sequência pré-definida de etapas que determine quando uma questão precisa estar “resolvida”.

    O processo acompanha o ritmo possível para cada pessoa.

    Isso não significa permanecer indefinidamente no mesmo lugar.

    Significa reconhecer que mudanças emocionais profundas nem sempre seguem a lógica da urgência.

    Para quais questões a psicoterapia pode fazer sentido?

    Não é preciso estar em uma situação extrema para procurar acompanhamento psicológico.

    A psicoterapia pode ser buscada quando existem, por exemplo:

    • conflitos nos relacionamentos;
    • dificuldade para estabelecer limites;
    • ansiedade e autocobrança;
    • sofrimento relacionado ao trabalho;
    • momentos de luto;
    • rupturas e transições;
    • questões familiares;
    • sensação de estar repetindo os mesmos padrões;
    • dúvidas sobre escolhas importantes;
    • períodos de perda de sentido.

    Também pode começar simplesmente pela percepção de que existe algo que você gostaria de compreender melhor sobre si.

    E se eu não souber explicar o que estou sentindo?

    Isso também pode fazer parte do processo.

    Você não precisa chegar com um diagnóstico sobre si mesmo.

    Nem precisa organizar a própria história antes da primeira sessão.

    Às vezes, a sensação inicial é apenas:

    A psicoterapia também pode começar por aí.

    Dar palavras ao que antes aparecia apenas como angústia, incômodo, confusão ou repetição já pode ser uma parte importante do trabalho.

    Como são os atendimentos com Lilian Roque?

    Lilian realiza psicoterapia individual com adultos a partir de uma escuta psicanalítica contemporânea, próxima e construída em conjunto.

    As sessões têm duração de 50 minutos e acontecem, no mínimo, uma vez por semana.

    O atendimento pode ser realizado online ou presencialmente em São Paulo.

    A primeira sessão é uma conversa inicial para que você possa falar sobre o que está vivendo, conhecer a forma de trabalho e avaliar se deseja dar continuidade ao processo.

    Um espaço para compreender, não para se encaixar

    A psicoterapia não precisa oferecer mais uma expectativa sobre quem você deveria ser.

    Ela pode ser justamente o lugar onde essas expectativas começam a ser questionadas.

    Lilian Roque é psicóloga clínica, CRP 06/150242, com quase 10 anos de atuação no atendimento psicoterapêutico individual de adultos.

    Se você pensa em iniciar psicoterapia, a primeira conversa pode ser uma forma de conhecer esse processo.

    Psicoterapia com Lilian Roque

    Um primeiro contato para conhecer como esse processo pode acontecer

    Lilian Roque é psicóloga clínica, CRP 06/150242, e realiza psicoterapia individual com adultos a partir de uma escuta psicanalítica contemporânea.

    Os atendimentos acontecem online e presencialmente em São Paulo.

    Se você pensa em iniciar psicoterapia, a primeira conversa pode ser um ponto de partida para conhecer a forma de trabalho e entender se esse processo faz sentido para o seu momento.

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  • Quando o trabalho começa a ocupar espaço demais na sua vida

    Quando o trabalho começa a ocupar espaço demais na sua vida

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    Psicoterapia • Trabalho e vida profissional

    Quando o trabalho começa a ocupar espaço demais na sua vida

    Pessoa em sofrimento emocional relacionado ao trabalho

    O trabalho não termina necessariamente quando o expediente acaba.

    Às vezes, ele continua na cabeça durante o jantar, acompanha você até a cama e reaparece logo ao acordar.

    Pode surgir como preocupação com uma reunião, medo de não entregar o suficiente, dificuldade de lidar com uma liderança, sensação de estagnação ou dúvida sobre continuar na profissão que você escolheu.

    Em outros casos, a questão parece mais difícil de nomear:

    Nem todo sofrimento relacionado ao trabalho é apenas sobre o trabalho

    Questões profissionais raramente existem completamente separadas das outras áreas da vida.

    A maneira como lidamos com cobrança, reconhecimento, autoridade, competição, rejeição e limites também está relacionada à nossa história e à forma como aprendemos a nos posicionar diante dos outros.

    Por isso, duas pessoas podem enfrentar exatamente a mesma situação profissional e vivê-la de maneiras completamente diferentes.

    Para alguém, dizer “não” a uma demanda extra pode parecer simples.

    Para outra pessoa, isso pode despertar medo de ser considerada incompetente, egoísta ou pouco comprometida.

    É nesse encontro entre realidade profissional e história pessoal que muitas dificuldades começam a ganhar outra dimensão.

    Quando agradar se torna uma obrigação

    Algumas pessoas chegam ao consultório acostumadas a assumir mais responsabilidades do que conseguem sustentar.

    Elas sabem que estão cansadas.

    Sabem que deveriam colocar limites.

    Ainda assim, dizer “não” parece carregar um risco muito maior do que simplesmente recusar uma tarefa.

    Pode surgir o medo de decepcionar.

    A culpa.

    A necessidade de provar valor.

    Ou a sensação de que precisam estar sempre disponíveis para serem reconhecidas.

    Quando esse padrão se mantém por muito tempo, o resultado pode ser uma combinação de exaustão, ressentimento e autocobrança.

    E quando o problema é não saber se deve ficar ou mudar?

    Outro conflito frequente aparece nas transições profissionais.

    Você pode perceber que o trabalho já não faz sentido, mas não conseguir imaginar outro caminho.

    Pode ter vontade de mudar de profissão, mas pensar:

    • “E se eu me arrepender?”
    • “E se eu estiver jogando tudo fora?”
    • “Será que o problema é o trabalho ou sou eu?”
    • “Já investi tempo demais nessa carreira.”
    • “E se eu escolher errado outra vez?”

    Nesses momentos, a busca por uma certeza absoluta pode acabar produzindo ainda mais paralisia.

    A psicoterapia não existe para escolher por você.

    Mas pode ajudar a compreender o que está em jogo nessa escolha.

    O que a psicoterapia pode investigar?

    Em um processo terapêutico, o sofrimento profissional pode ser observado para além da pergunta imediata “devo pedir demissão ou não?”.

    Outras questões podem aparecer:

    O que significa sucesso para você?
    De onde vem a expectativa de dar conta de tudo?
    O que torna tão difícil frustrar alguém?
    Quanto da sua identidade está ligada ao que você produz?
    Que desejos são seus e quais foram sendo assumidos para atender às expectativas de outras pessoas?

    Nem sempre a resposta será mudar de emprego ou de carreira.

    Às vezes, o trabalho possível está na forma como você se posiciona dentro da vida profissional.

    Em outros momentos, compreender o próprio desejo pode tornar uma transição mais possível.

    Trabalho é uma parte da vida — não a vida inteira

    Existe uma diferença importante entre reconhecer a relevância do trabalho e permitir que ele se torne a principal medida de valor pessoal.

    Quando desempenho, produtividade e reconhecimento ocupam espaço demais, falhar ou simplesmente diminuir o ritmo pode parecer uma ameaça à própria identidade.

    A psicoterapia pode ajudar a observar essa relação com mais profundidade.

    Não para ensinar uma fórmula de produtividade ou oferecer uma resposta genérica sobre equilíbrio.

    Mas para compreender o significado que trabalho, sucesso, fracasso e reconhecimento assumiram na sua própria história.

    Uma escuta que conhece também o mundo corporativo

    Antes de se dedicar à clínica, Lilian Roque construiu uma trajetória de mais de 15 anos no ambiente corporativo, com seis anos voltados ao desenvolvimento humano.

    Também possui aperfeiçoamento em Orientação Profissional e de Carreira pela USP-SP e em Escolhas e Transições pela PUC-SP.

    Essa experiência faz parte de sua escuta sobre questões relacionadas ao trabalho, sem transformar a psicoterapia em uma consultoria de carreira.

    Psicoterapia com Lilian Roque

    Um espaço para compreender a relação que o trabalho ocupa na sua vida

    Lilian Roque é psicóloga clínica (CRP 06/150242) e atende adultos em psicoterapia individual.

    Os encontros podem acontecer online ou presencialmente em São Paulo.

    Se o trabalho está ocupando espaço demais — ou se você já não sabe qual lugar gostaria que ele ocupasse — a psicoterapia pode oferecer um espaço para começar a compreender essa relação.

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  • Por que continuo repetindo situações que me fazem sofrer?

    Por que continuo repetindo situações que me fazem sofrer?

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    Psicoterapia • Reflexões

    Por que continuo repetindo situações que me fazem sofrer?

    Mulher em momento de reflexão

    Você já percebeu que algumas situações parecem mudar de cenário, mas continuam provocando sensações muito parecidas?

    Pode ser uma sequência de relacionamentos em que você se sente pouco ouvido. A dificuldade de dizer “não” no trabalho. A sensação de precisar agradar para não ser abandonado. Ou decisões que são adiadas repetidamente pelo medo de escolher errado.

    Às vezes, parece apenas azar.

    Mas algumas repetições podem dizer algo sobre a forma como aprendemos a nos relacionar conosco, com os outros e com o mundo.

    Nem tudo o que repetimos é uma escolha consciente

    Grande parte da nossa maneira de lidar com vínculos, conflitos, frustrações e expectativas foi sendo construída ao longo da vida.

    Aprendemos, por exemplo, quando era seguro discordar. Quanto precisávamos agradar para receber afeto. O que acontecia quando demonstrávamos fragilidade. Ou até quais partes de nós precisavam ser escondidas para preservar determinadas relações.

    Essas formas de adaptação podem ter sido importantes em outros momentos.

    O problema é quando continuamos utilizando as mesmas respostas diante de situações completamente diferentes.

    É possível, então, que você:

    • diga “sim” mesmo quando gostaria de recusar;
    • permaneça em relações que já provocam sofrimento;
    • evite conversas difíceis pelo medo da reação do outro;
    • se cobre excessivamente para não decepcionar;
    • perceba padrões semelhantes em diferentes relações.

    Nem sempre basta reconhecer racionalmente que determinada situação faz mal para conseguir agir de outra forma.

    “Eu sei que faço isso. Mas por que não consigo mudar?”

    Essa é uma experiência bastante comum.

    Saber que um comportamento se repete não significa necessariamente compreender o que o sustenta.

    Uma pessoa pode perceber que se sobrecarrega constantemente, por exemplo, mas ainda não conseguir identificar por que estabelecer um limite desperta tanta culpa.

    Outra pode entender que uma relação não está funcionando, mas sentir uma angústia intensa diante da possibilidade de encerrá-la.

    Por trás dessas situações podem existir medos, expectativas, formas de proteção e experiências que precisam ser compreendidas dentro da história singular de cada pessoa.

    É justamente aí que a psicoterapia pode abrir espaço para uma investigação mais profunda.

    Como a psicoterapia psicanalítica trabalha essas repetições?

    A psicoterapia psicanalítica não busca oferecer uma resposta pronta sobre o que você deveria fazer.

    O trabalho acontece por meio da escuta e da construção conjunta de sentidos para aquilo que aparece nas sessões.

    Ao falar sobre situações atuais, lembranças, relações, sentimentos, contradições e escolhas, determinados padrões podem começar a se tornar mais perceptíveis.

    O objetivo não é procurar culpados no passado.

    É compreender como experiências anteriores continuam atravessando o presente e quais formas de proteção que um dia fizeram sentido talvez estejam limitando suas possibilidades hoje.

    Quando algo que antes acontecia automaticamente começa a ser percebido e compreendido, novas escolhas podem se tornar possíveis.

    Compreender não significa apagar a própria história

    A psicoterapia não muda aquilo que aconteceu.

    Mas pode modificar a relação que construímos com essa história.

    Experiências difíceis não precisam determinar todas as relações futuras. Tampouco precisamos permanecer presos às mesmas formas de reagir apenas porque elas foram, em algum momento, necessárias.

    O processo terapêutico pode ajudar a distinguir aquilo que ainda pertence ao passado daquilo que efetivamente está acontecendo no presente.

    E, pouco a pouco, abrir espaço para outras formas de existir.

    Talvez a pergunta não seja apenas “por que isso acontece comigo?”

    Pode ser também:

    É nessa pergunta que muitas vezes começam a aparecer aspectos importantes da nossa história.

    A psicoterapia oferece um espaço para olhar para essas repetições com curiosidade, cuidado e sem julgamentos — respeitando o tempo necessário para compreender o que elas representam.

    Nem sempre conseguimos impedir que velhos padrões apareçam.

    Mas podemos começar a reconhecê-los antes que decidam tudo por nós.

    Psicoterapia com Lilian Roque

    Um espaço para compreender o que continua se repetindo

    Lilian Roque é psicóloga clínica (CRP 06/150242) e realiza psicoterapia individual com adultos, a partir de uma escuta psicanalítica contemporânea.

    Os atendimentos acontecem online e presencialmente em São Paulo.

    Se você percebe situações que continuam se repetindo e gostaria de compreender melhor o que está por trás delas, a primeira conversa pode ser um ponto de partida.

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