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Psicoterapia • Reflexões

Por que continuo repetindo situações que me fazem sofrer?

Mulher em momento de reflexão

Você já percebeu que algumas situações parecem mudar de cenário, mas continuam provocando sensações muito parecidas?

Pode ser uma sequência de relacionamentos em que você se sente pouco ouvido. A dificuldade de dizer “não” no trabalho. A sensação de precisar agradar para não ser abandonado. Ou decisões que são adiadas repetidamente pelo medo de escolher errado.

Às vezes, parece apenas azar.

Mas algumas repetições podem dizer algo sobre a forma como aprendemos a nos relacionar conosco, com os outros e com o mundo.

Nem tudo o que repetimos é uma escolha consciente

Grande parte da nossa maneira de lidar com vínculos, conflitos, frustrações e expectativas foi sendo construída ao longo da vida.

Aprendemos, por exemplo, quando era seguro discordar. Quanto precisávamos agradar para receber afeto. O que acontecia quando demonstrávamos fragilidade. Ou até quais partes de nós precisavam ser escondidas para preservar determinadas relações.

Essas formas de adaptação podem ter sido importantes em outros momentos.

O problema é quando continuamos utilizando as mesmas respostas diante de situações completamente diferentes.

É possível, então, que você:

  • diga “sim” mesmo quando gostaria de recusar;
  • permaneça em relações que já provocam sofrimento;
  • evite conversas difíceis pelo medo da reação do outro;
  • se cobre excessivamente para não decepcionar;
  • perceba padrões semelhantes em diferentes relações.

Nem sempre basta reconhecer racionalmente que determinada situação faz mal para conseguir agir de outra forma.

“Eu sei que faço isso. Mas por que não consigo mudar?”

Essa é uma experiência bastante comum.

Saber que um comportamento se repete não significa necessariamente compreender o que o sustenta.

Uma pessoa pode perceber que se sobrecarrega constantemente, por exemplo, mas ainda não conseguir identificar por que estabelecer um limite desperta tanta culpa.

Outra pode entender que uma relação não está funcionando, mas sentir uma angústia intensa diante da possibilidade de encerrá-la.

Por trás dessas situações podem existir medos, expectativas, formas de proteção e experiências que precisam ser compreendidas dentro da história singular de cada pessoa.

É justamente aí que a psicoterapia pode abrir espaço para uma investigação mais profunda.

Como a psicoterapia psicanalítica trabalha essas repetições?

A psicoterapia psicanalítica não busca oferecer uma resposta pronta sobre o que você deveria fazer.

O trabalho acontece por meio da escuta e da construção conjunta de sentidos para aquilo que aparece nas sessões.

Ao falar sobre situações atuais, lembranças, relações, sentimentos, contradições e escolhas, determinados padrões podem começar a se tornar mais perceptíveis.

O objetivo não é procurar culpados no passado.

É compreender como experiências anteriores continuam atravessando o presente e quais formas de proteção que um dia fizeram sentido talvez estejam limitando suas possibilidades hoje.

Quando algo que antes acontecia automaticamente começa a ser percebido e compreendido, novas escolhas podem se tornar possíveis.

Compreender não significa apagar a própria história

A psicoterapia não muda aquilo que aconteceu.

Mas pode modificar a relação que construímos com essa história.

Experiências difíceis não precisam determinar todas as relações futuras. Tampouco precisamos permanecer presos às mesmas formas de reagir apenas porque elas foram, em algum momento, necessárias.

O processo terapêutico pode ajudar a distinguir aquilo que ainda pertence ao passado daquilo que efetivamente está acontecendo no presente.

E, pouco a pouco, abrir espaço para outras formas de existir.

Talvez a pergunta não seja apenas “por que isso acontece comigo?”

Pode ser também:

É nessa pergunta que muitas vezes começam a aparecer aspectos importantes da nossa história.

A psicoterapia oferece um espaço para olhar para essas repetições com curiosidade, cuidado e sem julgamentos — respeitando o tempo necessário para compreender o que elas representam.

Nem sempre conseguimos impedir que velhos padrões apareçam.

Mas podemos começar a reconhecê-los antes que decidam tudo por nós.

Psicoterapia com Lilian Roque

Um espaço para compreender o que continua se repetindo

Lilian Roque é psicóloga clínica (CRP 06/150242) e realiza psicoterapia individual com adultos, a partir de uma escuta psicanalítica contemporânea.

Os atendimentos acontecem online e presencialmente em São Paulo.

Se você percebe situações que continuam se repetindo e gostaria de compreender melhor o que está por trás delas, a primeira conversa pode ser um ponto de partida.

Conversar com Lilian
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